Escolher a carreira, agora?

Eu, particularmente, acho ridículo a pressa que “obriga” a escolher, com 17 /18 anos, o que ser para o resto da vida. #quantapressão O jovem acaba de sair do colegial, onde ele comprava vinho escondido com os amigos, riscava o próprio tênis e se achava malandro quando cabulava para andar no shopping; e aí (tchanam!) esse adolescente amadurece, entra em um curso de engenharia de petróleo e sua vida muda. Entre nós, você sempre teve certeza do que queria ser quando crescer? É sobre isso que vamos falar!

Quando nossos pais eram jovens, bombar na carreira era conseguir um emprego no banco, cursar magistério ou entrar em uma metalúrgica e se aposentar lá. Hoje, é fazer faculdade e ser um case de sucesso. O jovem com 17 anos já presta o vestibular, pensado em ser CEO de uma multinacional americana. Longe de mim cortar essas ambições mas, a faculdade deixou de ser um ambiente acadêmico de aprendizado, de troca e amadurecimento estudantil para vender cargos e diplomas.

Quando você sai da escola e não ingressa na faculdade logo é interpretado como “o vagal”, que não quer nada da vida, acomodado. E coitado daquele que não sabe o que vai cursar, esse é um perdedor. MENTIRA! As pessoas não entendem que, escolher uma profissão envolve muito mais do que status (#partiufacul #festadafacul), envolve vida! Hoje passa-se muito mais tempo trabalhando do que livre. Quer passar o dia fazendo o que odeia? Acredito que não.

Quando eu estava saindo do colegial sempre soube que trabalhar com comunicação era o que eu queria. Eu curto falar, dançar, cantar, escrever, compor, fotografar, tocar e muitas outras coisas transmitem de uma forma ou de outra o verbo: expressar. Mas, o mais legal de tudo isso é que as coisas aconteceram de forma natural, ninguém me obrigou a ser absolutamente nada! E eu tive a opção de ser nada. #nãoqueeusejagrandecoisahoje

Acredito que a melhor forma de escolher sua profissão é se cercar de informação. Você precisa avaliar o mercado e ver quais atividades você poderá desenvolver naquele ramo. Ver se há oportunidade de trabalho nessa área, porque fazer faculdade e não ter emprego está longe dos planos. É importante pesquisar a universidade que quer e pode fazer, ela é bem avaliada naquilo que ensina, ela oferece recursos para seu aprendizado? Identifique suas habilidades e tente convertê-las em profissão, assim, quando estiver trabalhando vai parecer que está praticando um hobby. Faça o curso que você quer, e não o que paga mais ou que sua família acreditar ser o melhor para você.

Sei que o que disse acima não se aplica à todos. Mas, o objetivo desse texto é informar que, para entrar em uma faculdade a última coisa que se precisa é de pressa e desespero. Muito pelo contrário, escolher com cautela evita perder tempo lá na frente, vai por mim. Não adianta estudar por estudar e depois achar que uma pós graduação salvará sua pele. E o tempo que você perdeu? O dinheiro que investiu? Isso vai pra conta também.

Ser feliz na carreira é algo relativo, afinal, como tudo na vida, nada é perfeito. Mas, fazer algo que tenha relação com sua personalidade ou com seus gostos facilita a vida. Além disso, o tempo vai mostrando, aos poucos, que caminhos tomar (quem diria que eu teria um blog aos 25?), tenho pessoas que fizeram faculdade comigo que hoje trabalham como DJ ou que viraram cheff de cozinha (e estão felizes). Enfim, faça dessa escolha um momento legal, de dedicação e de realização. Não se prenda a tabus profissionais ou ao tempo dos outros. Reflita, colete informações e coloque seus planos no papel, logo menos sua escolha será feita.

OBS. Entenda como tabus profissionais os exemplos:
“Vc vai estudar história? Coitada, nunca será valorizada!”
“Tanta profissão no mundo e você escolheu fazer teatro, isso não dá futuro!”
“O mercado está saturado para quem quer fazer publicidade, se for para área de criação então, aí tem que ser muuuuito bom!”
“Se está na dúvida faça administração, sempre terá emprego.”

Amo Raul, e compartilho com vocês um vídeo sobre o que acabamos de falar!

Boa sorte!! Beijos, Babu.

Na onda da Banda do Mar

Se você é como eu: ama Los Hermanos e é apaixonada pela talentosa da Mallu Magalhães, não pode deixar de ouvir a Banda do Mar, formada pelo casal Marcelo Camelo, Mallu e pelo baterista português Fred Ferreira. Se não é, veja algumas razões para ouvir e amar.

O trio lançou o primeiro CD agora no segundo semestre de 2014, com músicas leves, poéticas e uma musicalidade incrível. Marcelo e Mallu dividem o vocal e nos envolvem com temas românticos e cotidianos, acompanhados das típicas bateria e guitarra, que eu particularmente adoro, dos som da Los Hermanos,

No último sábado, a banda recebeu duas premiações no Prêmio Multishow 2014. O álbum Banda do Mar foi eleito o melhor do ano pelo Superjúri, e o Júri Especializado elegeu a canção Mais Ninguém como o Novo Hit, veja só o que te espera!

Sexta feira dia 31/10 a banda se apresentou na AudioClubSP, em São Paulo, com o show “do bem”. Com a casa cheia, quem não pôde ir conseguiu assistir pela Internet acessando o @canalbis. Quem estava lá, compartilhou fotos pelas redes sociais e partilhava a vibe do show com todo o Brasil.

Dentre todas as músicas, minhas preferidas são : Mais Ninguém, Hey Nana e Seja Como For. Ainda não conheço todas as letras, mas, tenho ouvido tanto que isso será questão de tempo. Estou descobrindo a banda e me apaixonando a cada novo acorde, nova história… estão me conquistando aos poucos , sabe?

Essas e todas as canções do álbum estão no YouTube para visualização. O álbum, gravado pela Sony Music, já está a venda e é possível baixar pelo iTunes. Não faltam formas conhecer e experimentar, espero que gostem !!

Ah! Já deixei um vídeo aqui para conferirem.

Beijos, Babu.

Hoje eu posso

Hoje eu posso

No dia 8 de março, dia internacional da mulher, fui presentada, pelo meu irmão, com uma blusa. Nela está escrito: “Make Mistakes”, cometa erros – em uma tradução bem chula.

Hoje, neste dia tão cinza, vesti a tal blusa e me olhando no espelho pensei: legal, hoje posso fazer “cagada”, tropeçar e cair, ser ignorante, magoar pessoas, fazer aquela piada tosca… Posso errar! Essa blusa me deu o poder de ser eu mesma: humana, errante, pensante. Por hoje, dane-se os outros.

Engraçado é que essa blusa não mudou em nada minhas condições. Só me rendeu um tempo de reflexão. Sozinha. Num canto. Vivemos em tempos onde errar é errado. Parece ironia, mas, é a mais pura verdade! Temos que ser talentosas, femininas, meigas, ter um namorado (e não pode ser qualquer um), temos que ser inteligentes, bonitas, estar na moda, saber se portar e ah! ser magras.

Definitivamente eu sou um talento, em bobagens. Eu troco nomes, erro endereços, espremo minhas espinhas, deixo leite fervendo e vou ver TV, não ligo no aniversário dos meus melhores amigos, compro P pra pessoas G, pinto minhas unhas e borro tudo, na hora de limpar os cantinhos, falo verdades que machucam e sou feliz assim!

De verdade, estou cansada. Cansada de tentar ser o que não preciso ser e, definitivamente, não sou. Assim como todas as pessoas, eu também erro. Isso é normal Bárbara! O que me deixa triste é que muitas vezes eu mesma não me perdoo. Esqueço que errar não me fazer menor que alguém. Me comparo, me igualo, me rebaixo e fico tentando me colocar em algum patamar de aceitação. Sabe?

Depois de um tempo, caio na real, lembro que o que diferencia todos nós é a forma de lidar erros e problemas; que maturidade não está relacionada a errar menos. É a bagagem, com nossos valores, ideologias, experiências e condições que nos permitem tomar atitudes, reagir, aprender e sim, errar mais e mais.

Errar é humano, já dizia o ditado, mas aceitar seus próprios erros e tirar reflexões deles é mais humano ainda. Ser perfeito está longe de acontecer. O esquema é se aceitar, mandar um dedo do meio “pras” pessoas que te apontam e seguir em frente.

Hoje-eu-posso Beijos. Babu


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